Pular para o conteúdo

Documento público

Política editorial

As regras que aplicamos a tudo que publicamos. Elas existem para que qualquer pessoa possa verificar nosso trabalho — inclusive quem discorda dele.

1. Hierarquia de fontes

Para informação institucional, a ordem de preferência é: documento oficial primário (texto de lei, ata, diário oficial, base de dados do próprio órgão); dado aberto publicado pelo órgão responsável; comunicação oficial do órgão; e, por último, cobertura jornalística de veículo identificado.

Não usamos como fonte: publicação anônima, corrente de mensagens, captura de tela sem origem verificável, ou relato de terceiro sem documento que o sustente.

2. Verificação de fatos

Antes de publicar, cada afirmação factual precisa apontar um documento verificável. Se a afirmação não puder ser sustentada por uma fonte que o leitor consiga abrir, ela não é publicada como fato — é retirada ou reescrita como análise, com essa marcação explícita.

Números levam sempre período, unidade e fonte. Um número sem esses três elementos é considerado incompleto e não vai ao ar.

3. Fato, análise e opinião

Estes três registros nunca aparecem misturados sem aviso. A plataforma os marca visualmente:

Fato

Afirmação verificável em documento. Ex.: “o projeto foi aprovado na comissão em tal data”.

Análise

Interpretação sustentada por fatos declarados. Ex.: “a mudança amplia a competência do órgão porque o art. X passa a prever…”.

Opinião

Juízo de valor, sempre assinado e identificado como tal. Ex.: “esta é uma política acertada”.

4. Pluralidade em temas controversos

Todo explicador sobre tema em disputa apresenta argumentos favoráveis e contrários, atribuídos a quem os defende, com a melhor versão de cada lado. Não construímos versões fracas de posições com as quais discordamos para derrubá-las mais facilmente.

A plataforma não atribui nota, ranking ideológico ou classificação automática a parlamentares. Exibimos o registro público — presença, autoria, relatoria, voto — e a avaliação fica com o leitor.

5. Correção de erros

Erro relevante não é apagado em silêncio. Quando corrigimos uma informação que já afetou a compreensão do leitor, o conteúdo passa a exibir a data da última atualização e uma nota descrevendo o que mudou. O histórico fica público em correções.

Ajustes que não alteram o sentido — digitação, formatação, link quebrado — são corrigidos sem nota.

6. Conteúdo patrocinado

Se algum dia houver conteúdo financiado por terceiro, ele será identificado como patrocinado no próprio conteúdo, com o nome do financiador, e não poderá tratar de candidatura, partido ou mandato. Publicidade não influencia pauta editorial.

Hoje não há conteúdo patrocinado na plataforma. A situação de financiamento é descrita em transparência.

7. Independência

Nenhum conteúdo é submetido a aprovação prévia de agente público, partido, campanha ou financiador. A plataforma não endossa candidaturas nem publica material de campanha.

8. Inteligência artificial

Quando usarmos IA para resumir, explicar ou comparar documentos, isso será indicado no conteúdo, e a resposta apontará sempre os documentos originais. IA não é considerada fonte primária em nenhuma circunstância: ela pode ajudar a ler uma fonte, nunca a substituir.

9. Direito de resposta

Pessoa ou órgão citado que se considere prejudicado por informação incorreta pode solicitar retificação pelo canal de contato. Pedidos são analisados e, quando procedentes, resultam em correção publicada.